domingo, 3 de dezembro de 2017

Festa do livro

Um painel do que adquiri. Muitas coisa viada.
    Passados alguns dias da 19ª Festa do Livro da USP de 2017, já fiz e refiz minhas metas de leitura e como anteriomente já planejado com seres sobrenaturais, preciso voltar a este mundo para ler tudo o que quero e o mundo também precisa dar um tempo na produção editorial.
  Foram 43 livros no total e muitos dinheiros faltando na minha conta. Três livros eu não paguei, foram encomendados por amigas e outros 3 eu decidi que seriam presentes. Ou seja, por mais que eu saiba que uma compra de 37 livros é um absurdo, eu fico reconfortado por saber que eu parcelei esta compra em três etapas.
   Paraíso com livros poderia ser outro nome para este evento que eu e outros leitores e viciados em livros esperamos o ano inteiro, afinal 54 ilhas, dezenas de editoras, diversos selos editoriais, inúmeros títulos e tudo com no mínimo 50% de desconto. MARAVILHA.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Como lidar?

    Viver em uma sociedade hetenormativa por muitos anos, a vida toda melhor dizendo, faz com que algumas mudanças no comportamento contemporâneo seja estranhada. Mesmo que tenha sonhado, discutido sobre algumas melhorias na vida de uma minoria social composta por divergentes com relação a sexualidade ou ao "gênero".
Afinal sanitário é para fazer algumas necessidades fisiológicas...
     Um dos meus primeiros espantos se deu ao entrar em um banheiro único sem distinção para H e M. Não necessariamente ao entrar, mas ao sair da cabine, afinal a ausência do mictório não fez falta, muitos dos banheiros de H que uso não os têm. Mas quando sai da cabine e me defrontei com uma mulher surgiu aquela dúvida: "Putz, será que errei o banheiro?".
  Outro espanto se deu ao encontrar amigos héteros em confraternizações sociais. Parece que alguns deles realmente levam com mais leveza do que eu o cumprimentar com beijos e abraços e barbas roçando do que eu mesmo. Fico até com uma mãozinha estendida no vácuo.
     Prefiro não comentar sobre a presença de pessoas que realmente desafiam os padrões de gênero-sexualidade que encontramos em espaços não noturnos e festeiros. Realmente rola uma admiração incrível e costumo ficar com cara de bobo e não sei desviar o olhar, mesmo.
     Acredito que estas mudanças institucionais e pessoais cada vez mais estarão presente no futuro, então bora evoluir.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Capão Redondo

   Não ter conhecidos viados me obriga a ter que investir em aplicativos de relacionamento. Prefiro chamá-los de lojinha, carinhosamente apelidados assim por uma amiga. E usar as lojinhas oferece uma experiência no mínimo diferente. Afinal quem constrói uma relação pautada em laços virtuais? 
    Tá eu conheço algumas pessoas que já construíram e continuam nestas relações assim como outras pessoas que obtiveram sucesso, mas que por um motivo ou outro estas relações se esvaneceram. Então ainda tenho esperança de encontrar uma pessoa legal que não queira somente um "lance" carnal para passar mais que um tempinho.
    Mas não quero discorrer muito sobre estes sonhos e esperanças. Meu intuito aqui é apontar um problema no mínimo curioso, um ghosting precoce pautado no Capão Redondo. Para quem não sabe, Capão Redondo é um bairro da periferia de São Paulo, famoso pela violência que o assolou nas décadas de 1980-1990 durante o seu boom populacional aliado a falta de estrutura pública, o tráfico, etc.
    E como o Capão Redondo está aliado a minha insatisfação com os crushes? Muito simples: 1 - eu moro no Capão, 2 - muitas pessoas fazem aquelas perguntinhas fatídicas: "Onde você mora?", "De onde você fala?" ou "De onde você é?", 3 - ou seja eu sempre sou sincero neste quesito, 4 - algumas situações se repetem e pautadas na minha experiência pessoal e nada mais além disso elencaria as seguintes consequências:
  1. 50% dos casos sou ignorado imediatamente;
  2. 45% das pessoas dizem que eu moro longe e que isto as incomoda;
  3. 4% até falam uma coisa ou outra, mas somem depois de poucas mensagens;
  4. 1% outros (não necessariamente boas consequências)
    Acho que estes números deveriam significar muita coisa e meu incômodo com este comportamento mesquinho contra a maioria da população que mora na periferia (sério) se faz presente e mesmo assim continuo acreditando na humanidade.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Clube do livro

    Ser viado pode atrapalhar a relação com sua própria mãe. Mas este não é o caso do Will. Parece-me que ele se assumiu (por carta) e só obteve uma resposta direta de que tudo continuava bem, não precisou de conversas adicionais e/ou aquele chororo tipico da lamentação. Na verdade sua sexualidade somente é pincelada no romance de sua autoria.
    Se distanciar da sua mãe aconteceu pelos motivos mais casuais de quem cresce e alça voos fora de casa, no trabalho e com um companheiro. No entanto a notícia de que um tumor maligno no pâncreas pode arrancar a vida de sua mãe obrigou Will a montar um plano que contemple uma atividade prazerosa dela com a possibilidade de passar mais tempo juntos.
   Como está escrito no próprio subtítulo do livro esta história é uma biografia, relata a perda de um ente querido e celebra o poder que a leitura e os livros exercem na vida das pessoas. Desde o primeiro capítulo sabemos que a história não terá um final milagroso e que muitos títulos e autores serão comentados.
    É uma leitura em muitos momentos pesada entrelaçada com relatos sobre a atuação desta senhora enferma em diversas obras solidarias ao redor do mundo com refugiados. Com certeza uma obra sobre uma mulher com força de determinação, que como a minha mãe diz: "Queria abraçar o mundo com as pernas", estudou, trabalhou, criou seus filhos, se dedicou a ajudar pessoas que não conhecia.
    Will, não será reconhecido por este belo livro como um autor gay, como era preocupação do seu pai à época da assunção da sua sexualidade não só a família mas também ao mundo, foi o primeiro autor do meu primeiro clube da leitura que iniciei há pouco tempo com colegas do trabalho e mais que valeu a leitura mesmo que eu tenha atrasado em 10 dias.
    E você, o que está lendo?

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Vamos falar sobre bullying?

   Acredito que poucas pessoas não sofreram bullying na vida, talvez não conheçam o termo, ou não façam têm consciência doeste ato nefasto que cometemos mesmo sem más intenções. Mas o que seria este ato, que vira e mexe até adultos em ambientes não educacionais como bares, casa de amigos, já acusam seus chegados de estar sofrendo?
   E o que seria este tal BULLYING? Em algumas das matérias que tive acesso recentemente pelo caso do menino que atirou no suposto acusado desta prática e em outros colegas da sala, não há sequer uma tentativa de explicar este conceito que 1 - está em outro idioma e não há um similar em português; 2 - ou seja, leva-se em conta que todos dominam a ideia que o circunda.
   E quais suas causas? Qualquer característica que pode ser incitada uma chacota? Talvez. E se o alvo não sabe se defender, então que os motivos escorrem pelo corpo e ficam visíveis a todos em volta. Todavia acredito que alguns aspectos são levados mais em conta como ser negro, lgbtqia+, gordo, "feio", pobre, mulher, etc.
Será que já aprendemos a conviver em uma sociedade plural?
    E estes motivos nem sempre podem ser escondidos com facilidade, e por muitos não são razões de uma mudança que justifique se esconder da sociedade. Assim como me fazem acreditar que bullying foi tão facilmente incorporado a realidade brasileira pois se camufla assim uma série de fobias, violências, desprezos perante uma grande parte da população desdobrada em minorias sociais.
   Longe de mim, dizer que a prática do bullying não existe, mas atentamo-nos como racismo, homofobia, transfobia, sexismo, gordofobia, classismo, sexismo, entre outras práticas discriminatórias tão conhecidas na história do Brasil são tratadas como um pequeno deslize de quem as comete soba a égide do bullying. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Volto semana que vem

  O dia foi perfeito, aliás, os dois, sábado e domingo. Não, espera... se contar que nos encontramos no finalzinho da sexta, posso dizer que  são três? Enfim, foi um belo final de semana, com direito a tudo o que um casal de pessoas apaixonadas pode desejar. No entanto a segunda se aproxima e a rotina discrepante dos dois os afastam. Há esta necessidade de voltarem cada qual a sua casa, ao seu trabalho, aos seus convívios diários com os amigos, colegas, familiares, etc.
   Morarem distantes e terem que passar os dias da semana separados não é o que mais afastam estes dois pombinhos que anseiam pela chegada do próximo fim de semana. Um deles não sabe lidar com alguns aspectos do outro e por mais que haja uma paixão ardente que incendeia seus encontros, alguns momentos são permeados por reflexões intrínsecas ao relacionamento se podemos chamar assim, ou mesmo esta vontade de se construir uma relação entre os dois.
   Mentiras são consideradas e postas na balança e de uma hora para outra ela tomba ferindo um dos lados, nem sempre o mais fraco e indefeso. Neste caso foi o meu, não posso tomar dores de qualquer dose, mesmo por que não sei o que aconteceu com o outro lado além das mentiras que presenciei, pois ele simplesmente me bloqueou em todos nossos meios de contato e com certeza não vai atender as minha ligações. Quando ele dizia que estava sozinho, ou queria estar, ou não queria estar comigo. Me senti usado. Mas ainda bem que estes sentimentos passam.
   Já li sobre ghosting, todavia não acredito que este seja o caso. Algo anterior e maior a isto preenche o vazio da não assunção dele, sua alteridade se fez esmaecida em mundos paralelos que nunca se cruzarão enquanto outros caras o conhecerem e continuarem a transar e viver momentos da sua vida ao seu lado, esperando um dia que a coisa fique séria além das palavras ditas no ar e das promessas jogadas aos ventos. A vida continua e segue rápido.

sábado, 14 de outubro de 2017

Retornos

tênis de corrida, velhinho já.
     Feriado prolongado sem viajar, a temperatura cai mais de dez graus em apenas algumas horas no meio da tarde, não encontrei nenhum dos meus amigos ao menos uma vez e meu quarto continua abrigando somente a mim mesmo. Posso dizer que este está sendo meu terceiro dia de descanso, mas nem tudo foi tão tranquilo assim.
    Afinal eu fiz várias coisas, mesmo tendo recusado dois convites para festas, e outros dois para shows, amanhã quem sabe não será diferente e além de sair de casa, passarei bons momentos com amigos que fazem parte da minha vida há metade do tempo que estou já passei em Terra.
    Esqueci, ou o sol não colaborou muito para que minha carga de vitamina D fosse preenchida recarregada. Mas consegui correr uma vez, corrigir inúmeras atividades, terminar uma série, conheci um cantor novo, que por acaso é pernambucano, me antenei com outras músicas do momento, levei minha mãe numa loja que fica há uns 50 km de casa, fiz dois almoços para a família, ajudei a cuidar da casa, entre outras coisas normais do dia.
    Também tentei conhecer pessoas novas, mas por qualquer motivo não deu certo ainda, assim como colocar a leitura em dia, não só a obrigatória, mas também daqueles livros que escolhi ler, todavia não li uma página sequer. E agora no interior do meu quarto sinto que poderia ler ou voltar com o projeto do blog.
     Não considero minha escrita algo que vá mudar o mundo, muito menos pensei nisto alguma vez escrevendo, ou pensando em algo para escrever. Somente sei que ser lido pode me ajudar a lidar com estes momentos solitários e fugir de outros dos quais me arrependa futuramente.
     Talvez este momento seja um retorno ao blog. Talvez não. Abraços.
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